Jéssica Luiza · Psicóloga

Isso é insônia
ou é outra coisa?

A queixa “não durmo bem” cobre pelo menos quatro condições distintas, e cada uma responde a um tratamento próprio. Marque os itens que se aplicam a você. No final da página, o resultado aparece pronto, com o encaminhamento de cada achado.

Como preencher

Responda pensando nos últimos três meses, não na última semana. Marque apenas o que acontece de forma habitual, pelo menos três vezes por semana. Suas marcações ficam salvas neste aparelho.

Um aviso necessário

Este material é psicoeducativo. Ele não estabelece diagnóstico, não substitui avaliação psicológica ou médica e não indica tratamento. Se você usa medicação para dormir, não altere nada por conta própria. A retirada precisa ser conduzida por quem prescreveu.

Bloco 1 de 5

Critérios de transtorno de insônia

Os cinco elementos que a classificação internacional exige para caracterizar insônia como transtorno, e não como noite ruim.

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Bloco 2 de 5

Sinais de apneia obstrutiva do sono

A condição mais subdiagnosticada entre quem se queixa de sono ruim. Itens adaptados do instrumento de rastreio STOP-BANG.

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Bloco 3 de 5

Sinais de síndrome das pernas inquietas

Os cinco critérios essenciais precisam estar todos presentes. Frequentemente confundida com ansiedade noturna.

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Bloco 4 de 5

Sinais de atraso de fase circadiano

O relógio biológico funciona bem aqui. Ele só está ajustado para outro horário.

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Bloco 5 de 5

Quando o sono é sintoma de outra coisa

Insônia raramente aparece isolada. Estes quatro sinais mudam a ordem em que o tratamento precisa acontecer.

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Seu resultado

Marque os itens acima

Conforme você marca, o resultado vai sendo montado aqui: o que fazer primeiro e o que cada achado significa.

Insônia é um sistema de alerta que não se desligou

Quem entende o problema como algo que está faltando passa a tentar produzir sono. E o esforço deliberado para dormir é, comprovadamente, um dos mecanismos que mais o impedem. O Vigitel, do Ministério da Saúde, registrou em sua edição mais recente que 31,7% dos moradores das capitais brasileiras relatam ao menos um sintoma de insônia, e 36,2% entre as mulheres. Ainda assim, a maioria nunca ouviu falar do tratamento de primeira linha para a condição.